26 de jul de 2017

Porque Moro condenou à prisão perpétua o mais importante cientista nuclear do Brasil?

A prisão e condenação do homem que colocou o Brasil entre os poucos países que dominam a tecnologia nuclear é assunto polêmico no meio político. O almirante da Marinha do Brasil e físico nuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, de 77 anos foi condenado a 43 anos de prisão, em agosto de 2015, pelo juiz Sérgio Moro, no âmbito da operação Lava Jato.

O tema voltou à tona recentemente depois que o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) defendeu na tribuna do Congresso Nacional o indulto do almirante Othon, por considerar que “ele tem muito mais a contribuir com o país, estando livre do que preso”.

“Estamos falando de um cientista, um físico nuclear como poucos no mundo. A quem interessa ter esse homem preso? Independente dos erros que ele tenha ou não cometido, a contribuição que ele deu e pode dar ao país é muito maior que isso”, defende o deputado.

Segundo Wadih Damous, o almirante Othon estava trabalhando em um projeto revolucionário quando foi preso. “Ele estava trabalhando em um projeto científico, de tubos geradores, capaz de produzir eletricidade com queda d’água de apenas um metro de altura. Isso seria capaz de levar energia para milhares de brasileiros”, explica o deputado. Justamente por tratar-se de um cientista e uma mente brilhante, Damous defende uma pena alternativa ou indulto.

Para o ex-ministro de Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral (PSB), o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva é um patriota e um cientista sem comparação. “Othon que conheci é um homem absolutamente brilhante, um patriota comprometido com a ciência brasileira. Ele desenvolveu a tecnologia de centrífugas que o Brasil tem hoje, reconhecia como a melhor tecnologia do mundo, dentro desse setor de domínio do ciclo de urânio”, afirma o ex-ministro.

O jornalista e militante do PSOL, Milton Temer, que é oficial da Marinha cassado em 1964 no golpe militar, conviveu com o almirante Othon durante anos, inclusive foram colegas de turma na formação da Marinha, também falou sobre o caso e criticou a condenação de 43 anos ao almirante.

“O almirante Othon foi condenado por 43 anos de prisão acusado de receber R$ 4,5 milhões, mas os executivos da Petrobras que roubaram centos de milhões estão todos soltos. O Aécio é acusado de receber R$ 50 milhões. A prisão do almirante atende a interesses internacionais, principalmente dos EUA, onde o juiz Sérgio Moro recebeu formação”, aponta Milton Temer.

Entenda o caso

O almirante Othon foi acusado pelo Ministério Público de receber R$ 4,5 milhões como vantagens na construção de usina nuclear Angra 3, na época em que foi presidente da Eletronuclear, entre os anos de 2005 e 2015.O esquema estaria ligado a um contrato aditivo no valor R$ 1,24 bilhões, firmado entre a Eletronuclear (controladora da usina) e a construtora Andrade Gutierrez.

O militar foi apontado pelo ex-presidente da Andrade Gutierrez Rogério Nora de Sá em uma delação premiada feita à Lava Jato. Segundo o executivo, o almirante teria pedido 1% do valor do contrato, que seriam convertidos em contribuição para o PT, PMDB e um projeto científico. No entanto, o valor pelo qual o almirante foi condenado corresponde a 0,36% do valor do contrato.

Othon disse em depoimento que foi procurado pela Andrade Gutierrez em 2004 para realizar um estudo que comprovasse a importância da retomada das obras da usina de Angra 3 para o sistema energético do Brasil, de acordo com informações publicadas pela grande imprensa. O contrato, que já pertencia à construtora, estava parado havia mais de 20 anos. O pagamento, segundo o almirante, seria a remuneração de seus serviços prestados à construtora antes de ser presidente da Eletronuclear.

A defesa alega ainda que a condenação de 43 anos de prisão, proferida em agosto de 2015 pelo juiz Sergio Moro, a um homem de 77 anos de idade, é na prática uma prisão perpétua.

Quem é o almirante Othon?

O almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva é considerado o pai do Programa Nuclear brasileiro. Justamente por isso, sua prisão causou preocupação dentro da Marinha e de setores do Estado brasileiro ligados à pesquisa e desenvolvimento científico.

O almirante chefiou o programa secreto da Marinha que deu ao país o domínio de uma das mais cobiçadas tecnologias do mundo. Coube a ele a decisão final de escolher o caminho que o Brasil trilharia na definição do conceito tecnológico usado até hoje. Nesse conceito desenvolvido pela Marinha, a magnética substitui a mecânica utilizada pelos alemães, conhecida como técnica de Zippe.

Essa técnica alemã é a mais usada hoje no mundo. O programa russo a usa há anos e os Estados Unidos passaram a adotá-la na última década porque se mostrou mais eficiente. Portanto, nesse ponto a tecnologia brasileira está sozinha e é a única a utilizar a magnética, técnica altamente sofisticada. Por isso é estratégico para o país manter esse segredo tecnológico.

Em reportagens divulgadas pela grande imprensa, consultores estrangeiros afirmam que parte do dinheiro usado pela Marinha do Brasil para comprar, “de forma clandestina”, os equipamentos para o desenvolvimento de centrífugas de enriquecimento de urânio, pode ter circulado em contas secretas do almirante.

O temor maior é que documentos confiscados pela Lava Jato possam comprometer o segredo bem guardado da tecnologia e do programa nuclear brasileiro. Procuradas pelo Brasil de Fato, nem a Marinha e nem a Eletronuclear quiseram se pronunciar sobre o tema.

Em uma entrevista ao site Conversa Afiada, conduzida pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, o ex-ministro da Defesa, Jaques Wagner disse: “O programa nuclear brasileiro, que levou 35 anos para ser construído, é intocável. Não vai ser aberto. Ninguém no mundo abre a tecnologia nuclear. E essa tecnologia própria, nacional, deve em boa parte ao valioso trabalho intelectual do Almirante Othon. Por quem tenho profunda admiração intelectual. O trabalho do Almirante Othon é uma referência nossa e mundial”.

Tecnologia para desenvolver submarino

O Brasil, que já fazia parte do pequeno grupo de países que possuem tecnologia própria de enriquecimento de urânio, agora passará a integrar a outro clube restrito: aquele que domina os processos de construção de um submarino de propulsão nuclear.

O Centro Tecnológico da Marinha, que funciona dentro do campus da USP, está desenvolvendo o primeiro reator nuclear que vai gerar energia para o submarino nuclear. Nessa parte não haverá transferência de tecnologia. Segundo a Marinha, o primeiro protótipo do reator já está em construção, em São Paulo.

Tudo isso começou com o almirante Othon 35 anos atrás. Por isso sua prisão é polêmica e causou repúdio entre os setores políticos e militares nacionalistas. Por ser militar, o almirante está em uma prisão da Marinha, localizada em Duque de Caxias, região metropolitana do Rio de Janeiro.

do Clube da Esquerda

25 de jul de 2017

O silêncio macabro das ruas...

Priscila Novaes: "cozinhando no Candomblé recuperei a minha ancestralidade

Pesquisadora e produtora cultural descobriu que na religião de matriz africana, cozinheiras são guardiãs do saber

por Juliana Gonçalves no Brasil de Fato

Conta a mitologia dos orixás que apenas Oxum sabia preparar o acarajé, um dos pratos preferidos de Xângo. Na língua iorubá, "àkàrà" significa "bola de fogo" e "je" é o verbo comer. Pelas mãos de Oxum, o rei do fogo se alimentava.

A presença da comida na mitologia dos orixás é vasta. No culto aos deuses africanos, o alimento se configura como a principal ligação entre o mundo material, o ayê, e o mundo espiritual, o órun.
Filha de Oxum, Priscila Novaes, 33 anos, herdou de sua ancestralidade africana o gosto por cozinhar: "Sempre gostei muito de cozinhar e decidi tentar trabalhar com isso", conta.

Priscila montou uma barraca de café da manhã na estação Guaianases da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) , região extremo leste da cidade de São Paulo, e começou a oferecer seus quitutes. "Aos poucos percebi que aquilo não me representava e fui pesquisar a história dos alimentos que sempre tive em casa, como o frango ao molho pardo, o acarajé, ou seja, a cozinha afro", lembra.



ANCESTRALIDADE
A busca por suas raízes levou Priscila a conhecer o terreiro de candomblé Ilê Asé Obá Oshe Boiadeiro Sete Montanha e Bara Toco Preto. "Aqui recuperei minha ancestralidade e conheci a cozinha ritualística do candomblé", conta Priscila que também é produtora cultural e membro do coletivo Mulheres de Ori.

"Hoje sou Dafona de Oxum, sou Iaô iniciada nessa casa que é um candomblé de nação efon", se apresenta ela, com palavras pouco comuns para os não iniciados nos cultos afro. Ao nascer no candomblé, além de pai e mãe, você herda uma família. Dafona é a pessoa que foi iniciada primeiro ou sozinha no dia de seu nascimento. Iaô é nome que se leva assim que se inicia e nasce para os orixás.

Foi ali, no espaço sagrado, que Priscila percebeu o valor das mulheres que cozinham. "Percebi que a mulher que cozinha numa casa de axé tem um significado muito importante, todo o axé vem da cozinha", afirma.

A sociedade eurocêntrica relega às cozinheiras um lugar de menor valor. "Somos escondidas, colocadas nos bastidores, nos fundos da casa. Porém, no candomblé é diferente, as cozinheiras são fundamentais para a manutenção do axé", ressalta.

DA ORALIDADE À ESCRITA
O saber ancestral que Priscila vivência há mais de um ano dentro do terreiro é passado pela fala. "Numa casa de candomblé você aprende ouvindo, observando como as pessoas se portam, como tal alimento é preparado, o que é dito e em qual momento", observa.

Transpor esse saber para a materialização da escrita foi um exercício que Priscila aprendeu a fazer. "Queria dar visibilidade para a cultura alimentar negra, os hábitos de consumo, o fato de comerem com as mãos, o que significa partilhar o momento da alimentação, o que pode se comer", exemplifica. "Há ainda muitas particularidades desconhecidas", comenta ao apontar que enquanto a gastronomia ocidental foi amplamente difundida e estudada, os saberes africanos estão ainda muito restritos.

"Ao mesmo tempo, essa mulher cozinheira foi a grande responsável pela manutenção e transmissão desse saber que vem desde África", considera.

O livro Ajeum - O Sabor das Deusas, nasce para Priscila como uma tarefa para dar continuidade a sua pesquisa.

SANTO TAMBÉM COME
"Ajeum" significa comer junto. É o momento sagrado que se faz no coletivo, onde juntos uma comunidade alimenta o corpo e o espírito. É o que explica Priscila enquanto inicia o preparo do abará branco, que é servido enrolado numa folha de bananeira.

"Esse alimento é essencial para uma casa de axé, é uma das comidas de Oxalá , então está presente em tudo. A massa é feita com o feijão fradinho, considerado da orixá Oxum e presente em outros pratos, como acarajé, o omolocum, entre outros", explica.

O livro publicado neste ano pela Editora Ciclo Contínuo reúne sete textos sobre a relação das mulheres negras com a comida, com o sagrado e com as esferas políticas. Entre as autoras estão Adriana Rodrigues, Sueli Carneiro, Tais Teles e a própria Priscila. Os textos falam do poder feminino dos orixás, do processo que rendeu o registro do Ofício das baianas de acarajé pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), das especificidades da nação efon e sobre a auto-organização feminina em torno da venda de alimentos.

ROTAS DE RESISTÊNCIA
Nos textos assinados por Priscila, ela ressalta como as quituteiras de rua, chamadas de herdeiras do ganho cumpriram papel na luta pela libertação dos negros no período da escravidão. Uma das mulheres citadas no texto é Luiza Mahin.

Nascida no início do século XIX, Mahin ganhava a vida vendendo comida nos tabuleiros de rua e com isso conseguia mover uma ampla rede de comunicação em prol dos homens e mulheres escravizados que queriam fugir do açoite, saber a localização dos quilombos e dos pontos que deveriam evitar nas rotas para não serem pegos.

O artigo "Herdeiras do ganho" fala como as memórias de luta e resistência foram preservadas na passagem transatlântica por meio dessas mulheres que cozinhavam e vendiam seus alimentos. "Essas mulheres foram muito importantes nas esferas políticos e sociais e mais tarde fundaram as primeiras casas de axé que até hoje são verdadeiros quilombos", finaliza Priscila.

‘Valor’ já descarta as eleições em 2018?


Por Altamiro Borges em seu Blog

O jornal Valor Econômico, que pertence à famiglia Marinho e expressa o pensamento da cloaca empresarial brasileira, parece que está preocupado com as eleições presidenciais de 2018. O Grupo Globo, que já havia descartado o odiado Michel Temer, temendo que ele coloque em risco a agenda ultraliberal dos golpistas, dá mais um passo na sua conspiração. A escolha de um sucessor através de eleições indiretas no parlamento – o nome mais cotado no momento é o de Rodrigo Maia, o jagunço dos patrões que preside a Câmara Federal – já não garantiria a aplicação do receituário de desmonte do Estado, da nação e do trabalho. Daí o surgimento da ideia, ainda tímida, de cancelar as próprias eleições do próximo ano. 

Na matéria intitulada “Eleições podem impor retrocesso às reformas”, publicada nesta segunda-feira (24), o 'Valor' deixa implícita esta nova tese do golpe dentro do golpe. Segundo a articulista Angela Bittencourt, o poderoso “deus-mercado” estaria temeroso com o voto dos brasileiros. “A eleição presidencial de 2018 poderá minar o esforço empreendido até agora para aprovar reformas estruturais com o objetivo de promover uma recuperação econômica",  afirma o artigo em uma linguagem marota. Ainda de acordo com o texto, 90% dos empresários estão confiantes na “continuidade das reformas”, mas também não escondem os seus temores.

“Questionado sobre candidatos que poderão despertar confiança nos investidores, nosso interlocutor [o jornal omite o nome do executivo] apontou personalidades filiadas ao PSDB: João Doria, prefeito de São Paulo, e Geraldo Alckmin, governador do Estado. ‘O PSDB é um atestado de qualidade de política econômica. Qualquer candidato do partido seria recebido dessa forma’... De Marina Silva à direita, todos serão vistos como bons candidatos e ela mesma pode surpreender sendo bem assessorada. O PMDB está fazendo uma política econômica exemplar, mas não parece haver condição do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, se fazer candidato. Ele seria o ideal por sua credibilidade, experiência e acertos da atual gestão”.

O ‘Valor’ faz questão de elogiar as maldades do covil golpista, que agravaram o desemprego e estão destruindo o país. “A atual equipe segue um ‘bom roteiro’ de política macroeconômica. A questão fiscal não está equacionada, mas o teto de gastos do setor público foi um meio competente de endereçar os problemas fiscais. O diretor de investimentos de um conglomerado brasileiro entrevistado pela coluna afirma que o espólio do governo Dilma foi uma política macro toda errada, o que levou o país a crescer abaixo do potencial. ‘A taxa de crescimento do PIB voltará ao seu potencial, mas além das reformas estruturais, o governo deve rever uma série de mecanismos que foram criados como paliativos. Um desses é atrelar tudo à variação do PIB. O melhor exemplo é o salário mínimo”. O tal diretor também defende a urgência da contrarreforma da Previdência.

Todos estes “avanços”, na ótica do jornal Valor e dos seus anônimos, correriam sérios riscos caso o pleito do próximo ano não resulte na vitória de um candidato “à direita”. A reportagem não cita o nome de Lula, mas ele paira nas entrelinhas. Diante deste perigo, volta-se ao título da matéria: “Eleições podem impor retrocesso às reformas”. Daí a suspeita de que as eleições presidenciais de 2018 podem ter subido no telhado. A conferir os próximos passos dos golpistas e da sua mídia venal.

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Jean Wyllys é um cão do imperialismo.

Não é nenhum mérito pessoal: o PSOL enquanto grupo, enquanto partido político, sempre se posiciona ao lado do imperialismo, da retórica atlantista dominante. Luciana Genro defendeu abertamente os neonazistas na Ucrânia, comemorando aquilo que, para ela, é a maior expressão da luta contra o "fascismo stalinista da Rússia".

O PSOL defende a derrubada de Bashar al-Assad e apoia a "revolução" síria; defenderam a derrubada de Gaddafi na Líbia, hoje mergulhada em caos. Aderiram em peso à retórica da "Primavera" Árabe como movimento legítimo de "libertação do Oriente Médio". Foram ferrenhos opositores de Hugo Chávez na Venezuela, e continuam sendo; qualquer regime que confronte minimamente o imperialismo atlantista ganha a antipatia automática do PSOL, que nada mais é do que um refugo do capitalismo colorido, o "capitalismo para a diversidade".

Por trás da própria sexualidade, da militância LGBT e de retóricas vazias de "igualitarismo", "diversidade" e "tolerância", Jean Wyllys e o câncer do qual faz parte, o PSOL, defendem o que há de mais bizarro e assassino em termos de geopolítica.

Recentemente, essa figura (que só pode ser explicada pelo adoecimento completo da política nacional) criticou duramente a vinda do Aiatolá iraniano Araki, que virá a o Brasil para participar duma palestra sobre o combate ao extremismo e ao terrorismo. A justificativa, para Wyllys, é que o Irã "persegue gays", é uma "ditadura", "fomenta o terrorismo" e é "inimigo de Israel".

Mas a verdadeira motivação não tem absolutamente nada a ver com gays. Wyllys atacou o Irã porque é um regime alternativo ao imperialismo. O Irã é o alvo principal dos EUA no Oriente Médio, porque é um entrave aos Estados fantoches criados pelos Estados Unidos, principalmente à Arábia Saudita. Jean Wyllys não é homem e não tem culhões para denunciar quem realmente fomenta o terrorismo na região: EUA e Arábia Saudita, principalmente - e com grande anuência e participação de Israel.

Aliás, ele é um ferrenho sionista. A visita dele a Israel não foi um mero gesto de "diálogo". Wyllys ignora solenemente a situação dos palestinos. Ele e o partido do qual faz parte querem mostrar a todo o custo que odeiam tudo aquilo que o establishment odeia: os países "rebeldes" devem ser mesmo destruídos, de preferência por "revoluções" sangrentas em nome da "democracia" (a mesma retórica dos EUA). Wyllys não escreveu nem irá escrever uma só linha contra os sauditas. Aliás, se fosse um "rebelde sírio" estuprador de mulheres e degolador de crianças visitando o Brasil, seria recebido por ele e pelo tumor político do PSOL como um "herói da liberdade".

O Irã, ao lado da Síria, combate o Estado Islâmico na região. É um entrave à destruição dos regimes nacionalistas soberanos naquela parte do globo. Retire o arco-íris e o discurso de Wyllys será idêntico ao do direitista mais fanático: sionismo inveterado, ódio ao nacionalismo árabe, justificação da política estadunidense, leniência com os verdadeiros apoiadores do terror, etc.

Jean Wyllys é o Bolsonaro colorido, o Bolsonaro que saiu do armário. Essa Esquerda é o equivalente "alegre" e "diversificado" do capitalismo e da hegemonia global.

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