24 de nov de 2017

DEPOIS DE KÁTIA, PMDB BANDIDO QUER EXPULSAR REQUIÃO

Partido de Cunha, Geddel, Cabral e Henrique Alves afora cogita expulsar também o senador Roberto Requião (PR), crítico contumaz do fisiologismo e do movimento golpista do partido; ontem, a senadora Kátia Abreu foi expulsa da legenda; ao ser informado que o presidente do partido, Romero Jucá, convocaria uma reunião da Executiva para analisar irregularidades nas contas do diretório estadual do PMDB no Paraná, presidido por Requião, o senador reagiu: "Romero Jucá, se eu solto meus cachorros atrás de você, vai ser bem mais sério que uma busca da Polícia Federal ou da Lava Jato"

247 - Depois da expulsão da senadora Kátia Abreu do PMDB, outros nomes da ala dissidente entram na mira do partido.

Integram a ala dissidente do PMDB, além de Kátia Abreu, os senadores Roberto Requião e o ex-líder Renan Calheiros (AL), que se reaproximou do ex-presidente Lula por questões eleitorais regionais, e tem feito duros ataques ao governo de Michel Temer no plenário e nas redes sociais.

Em bate boca público com Jucá, em vídeos pelas redes sociais, Requião reagiu com palavras de baixo calão ao ser informado que o presidente do partido convocaria uma reunião da Executiva para analisar irregularidades nas contas do diretório estadual do PMDB no Paraná, presidido por ele. Requião disse que soltaria seus cachorros em cima de Romero.

— Romero Jucá, se eu solto meus cachorros atrás de você, vai ser bem mais sério que uma busca da Polícia Federal ou da Lava Jato — disse Requião.

As informações são de reportagem de Maria Lima em O Globo.

Reforma reduz valor das aposentadorias e afeta consumo das famílias

A Reforma da Previdência proposta pelo governo Michel Temer não só tornará muito mais difícil o acesso ao benefício, como reduzirá o valor das aposentadorias, com impactos sobre a economia do país. De acordo com a economista Denise Gentil, professora da UFRJ, as alterações, associadas à precarização no mercado de trabalho, provocarão queda no consumo das famílias. “O impacto disso sobre o PIB vai ser brutal”, disse ao Portal Vermelho.

Por Joana Rozowykwiat no Portal Vermelho

Denise apontou que o novo projeto de Reforma da Previdência apresentado pelo governo tira dinheiro do trabalhador aposentado de duas formas. Primeiro, porque propõe uma mudança no cálculo. Hoje, ao computar a média dos rendimentos, o INSS descarta os 20% que equivalem aos salários mais baixos do ciclo de contribuição do trabalhador. Pelas novas regras, será considerada a média total dos rendimentos, incluindo os salários mais baixos, o que já derrubará o valor do benefício.

Além disso, o texto estabelece um tempo mínimo de contribuição de 15 anos, para que seja possível se aposentar. Mas esse tempo mínimo dá direito a apenas 60% do valor do benefício. Para ter a aposentadoria integral, o trabalhador precisará contribuir por 40 anos.

Trata-se de uma exigência muito distante da atual realidade brasileira. De acordo com o economista André Calixtre, o tempo médio de contribuição no país, hoje, é de 18 a 20 anos. Diante desse cenário, poucas pessoas conseguirão receber o salário integral. A nova regra, portanto, deverá jogar para baixo os valores dos benefícios. 

“Vai ser muito difícil alcançar até mesmo essas condições mínimas, os 65 anos de idade combinados com os 15 de contribuição. E o maior transtorno é a queda no valor das aposentadorias, que será enorme”, avaliou Denise. 

Segundo ela, a perda deve ser de 25 pontos percentuais. “A reforma coloca um patamar inicial que é de 60% do valor do benefício. Hoje, esse patamar é de 85% dos salários. Você vai ter uma queda de 25 pontos percentuais no valor das aposentadorias, além da mudança no cálculo. Então cai duas vezes o valor do benefício. Isso é muito grave”, criticou. 

De onde vai vir o consumo?

A professora destacou as consequências disso para a economia do país. A redução do benefício significará menos dinheiro no bolso do aposentado e, portanto, queda no consumo das famílias – que, de acordo com o IBGE, representa 60% do PIB brasileiro. Se as famílias não têm como consumir, não há demanda para produtos e serviços, o que afeta diretamente a atividade econômica. 

“Uma boa pergunta para fazer aos congressistas é: de onde eles acham que vai vir o consumo da sociedade? Porque os salários vão diminuir drasticamente com a reforma trabalhista. Agora há possibilidade de receber abaixo do salário mínimo. As aposentadorias vão cair em 25 pontos percentuais. De onde vai vir o consumo? ”, provocou Denise.

Na sua avaliação, o impacto recessivo das reformas trabalhista e da Previdência não foi calculado pelo governo federal. “Eles acham que vão reduzir custos, mas vão reduzir mais ainda a receita. A receita de tributos vai cair muito no país. É um absurdo”, declarou.

Famílias empobrecidas

Denise Gentil também condenou a proposta que alteras as regras para concessão de pensões. A reforma de Temer cria um limite de dois salários mínimos para quem acumular os benefícios de pensão por morte e aposentadoria. O texto também define que a pensão deixa de ser integral, passando a 50% do valor do benefício do segurado falecido mais 10% por dependente.

“Isso vai provocar o empobrecimento das famílias. É uma irresponsabilidade, um prejuízo financeiro enorme, especialmente para as famílias que têm crianças e adolescentes. A regra estabelece o limite de dois salários mínimos, que é muito pouco, é um escândalo. Eles poderiam ter deixado esse limite em cinco, seis salários. Porque dois salários mínimos não asseguram saúde, educação, alimentação, habitação em condições dignas para nenhuma família viver”, defendeu. 

Estimativa de economia “é puro chute”

Na última quarta-feira (22), o ministro da fazenda, Henrique Meirelles, anunciou que, com o novo texto, a reforma iria garantir aos cofres públicos uma economia de 60% em relação ao projeto original. Como a primeira versão previa um corte de R$793 bilhões nos gastos do governo, o ministro espera então poupar R$476 bilhões, caso as mudanças na Previdência sejam aprovadas.

Os números, contudo, são imprecisos. Por meio de sua assessoria, o ministério informou à Folha de S.Paulo que o valor divulgado por Meirelles não contempla o regime próprio dos servidores públicos. Não se sabe, contudo, a razão. Procurada pelo jornal paulista, a Secretaria da Previdência, responsável pelos cálculos, não quis detalhar os dados. 

Denise Gentil defende que tudo não passa de um “chute” do governo. De acordo com ela, o modelo atuarial a partir do qual são feitas as projeções da Previdência é falho. Divulgado em março, o estudo “A Previdência Social em 2060: as inconsistências do modelo de projeção atuarial do governo brasileiro”, do qual a economista participou, identificou que os instrumentos e métodos utilizados para o cálculo dos resultados previdenciários do governo não são “minimamente confiáveis”.

“Isso tudo que o governo está prevendo de economia é puro chute. O modelo atuarial do governo é incapaz de fazer projeções para o futuro. E o governo usa esses números para pressionar a sociedade. Não há sequer os microdados necessários, não existem números suficientes que permitam uma simulação. Seria muito interessante eles mostrarem os dados de como chegaram nesse cálculo de economia. Porque eles não demonstram? ”, questionou.

Idade única para país diverso

De acordo com a reforma de Temer, além do tempo mínimo de contribuição, para requerer o benefício, é exigida a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens. O texto prevê a adoção progressiva dessa regra até 2036. Hoje, é possível se aposentar por idade ou por tempo de contribuição. 

Para a economista da UFRJ, não se trata de uma idade mínima, mas de uma “idade única” , que desconsidera as desigualdades de um país continental. “Como você estabelece uma idade única para um país desse tamanho, supondo que as condições de trabalho para o país inteiro são as mesmas? É uma loucura. É condenar à pobreza algumas regiões. O Nordeste, provavelmente, será a região mais atingida, porque as expectativas de vida e de sobrevida lá são mais baixas e as condições do mercado de trabalho são inferiores”

Segundo Denise, a reforma vai gerar situações em que os trabalhadores que contribuem para a Previdência não conseguirão se aposentar. “O projeto poderia considerar uma idade mínima flexível, a depender das condições de trabalho, da região, da expectativa de vida e sobrevida, e não tomar tudo como uma média nacional. Desconsiderar a nossa heterogeneidade é um erro”, opinou.

Ela afirmou que, na Europa, por exemplo, existe uma idade mínima e uma idade de referência para requerer a aposentadoria. “As pessoas podem se aposentar antes da idade mínima, com um valor inferior. Só adquirem a integralidade aos 65. Aqui não vai haver essa opção. E mesmo com 65 anos, o trabalhador não vai receber o valor integral”, comparou.

A professora classificou como “lamentável” o processo de desmonte do Estado brasileiro, que o atual governo leva adiante, amparado em um discurso fiscalista. “Estão destruindo uma sociedade inteira. E não vão resolver o problema fiscal brasileiro. Se você diminui um pouco os gastos, mas comprime significativamente as receitas, é muito provável que o déficit na verdade se aprofunde. É esse cálculo que o governo não quer mostrar. Ele mostra a economia nos custos, mas não mostra o que pode vir de queda de receitas. Esse é o cálculo que a gente queria ver”, encerrou.

21 de nov de 2017

"Quero que as raças se fodam" diz Secretário da Educação do Rio no dia da Consciência Negra

RACISMO NA PREFEITURA DO RIO
"RACISMO NA PREFEITURA DO RIO
"Quero que as raças se fodam" diz Secretário da Educação do Rio no dia da Consciência Negra
Em uma postagem absurda em seu perfil no Facebook, o secretário municipal da educação do Rio, Cesar Benjamin, destilou seu ódio contra o dia da consciência negra. Em uma atitude bastante exemplar da "democracia racial", dizendo ser contra a "racialização do Brasil", defendendo a "conquista" do conceito de "povo brasileiro", Benjamin tenta esconder, mas acaba escancarando, seu racismo e a postura característica da classe dominante brasileira.

Para ilustrar sua posição ele faz indiretas às denúncias de racismo de Taís Araújo, que falou publicamente sobre o racismo que seu filho - mesmo sendo pertencente a uma quase inexistente parcela de negros com situação econômica privilegiada no Brasil - sofre também. Para desqualificar a denúncia dela, diz que ela e seu filho são "lindos e cheirosos" e afirma que a sua queixa contra o racismo é uma "idiotice" que as pessoas replicam.

Seguindo seu desfile de absurdos, Benjamin diz que "Quero que as raças se fodam".

E passa a tentar fazer seus malabarismos teóricos simplesmente nojentos para esconder uma das mais grotescas manifestações do racismo no país: o das prisões superlotadas de negros - muitos dos quais que sequer passaram por julgamento.

Procurando retomar conceitos que a burguesia brasileira sempre tentou disseminar para camuflar seu racismo, ele afirma que nas cadeias, no tempo em que esteve preso em Bangu "Os negros eram uma pequena minoria", tal como os brancos, e a maioria era de "morenos". O que Benjamin finge não saber é que é essa massa de "morenos" que são os negros de nosso país, que sofrem o racismo cotidiano não apenas nas mãos da polícia e do sistema penal, mas com os piores empregos e salários, com discriminação em cada aspecto da sua vida. Se Benjamin finge não saber quem são os negros no Brasil, a polícia e os patrões sabem exatamente quem são, e os discriminam a todo momento.

É um escândalo, um absurdo inadmissível, que na cidade que abrigou o porto onde mais se receberam negros escravizados trazidos da África em todo o mundo, o secretário da educação diga impunemente tamanhos absurdos racistas. Lembremos que seu chefe, o prefeito Crivella, tem também no currículo diversas manifestações de racismo, como o livro que escreveu insultando de forma absurda as religiões africanas.

Repudiamos com todas as forças essa declaração de Benjamin, e todo o racismo que ela representa e que é parte do DNA do Estado brasileiro.

Veja abaixo a postagem de Benjamin na íntegra:


Pessoal, eu sei que fui derrotado, sei que sou minoria da minoria, sei que vou apanhar de novo. Mas continuo detestando a racialização do Brasil, uma criação -- eu vi -- do Departamento de Estado dos Estados Unidos..

Nossa maior conquista -- o conceito de povo brasileiro -- desapareceu entre os bem-pensantes. Qualquer idiotice racial prospera. A última delas é uma linda e cheirosa atriz global dizer que as pessoas mudam de calçada quando enxergam o filho dela, que também deve ser lindo e cheiroso.

Vocês replicam essa idiotice.

Se os brasileiros mudassem de calçada quando vissem uma pessoa morena ou negra, viveriam em eterno ziguezague . Nunca chegariam a lugar nenhum.

Por sorte, o conceito de povo brasileiro ainda não desapareceu ali onde importa: em nosso próprio povo.

Luto para preservá-lo. Contra a grande maioria de vocês. Quero que as raças se fodam.

Assim é!

P.S. Me poupem de dizer que "os negros estão nas prisões". Isso vale para falar bonito para a classe média. Vivi bastante tempo no meio da massa carcerária de Bangu, como preso comum. Os brancos, como eu, eram pequena minoria. Os negros também eram pequena minoria. A grande maioria era de gente morena, com todas as gradações do nosso povo. As cores dos presos na galeria em que fiquei, e nas demais, e as cores que vejo na rua são exatamente as mesmas.

20 de nov de 2017

"Tem algo estranho com as pesquisas". (Por Tico Santa Cruz)

Eu posso estar muito enganado, mas tem algo de muito estranho com essas pesquisas de opinião sobre a candidatura à presidência no ano que vem. 

A cada nova projeção Lula aparece cada vez bem pontuado. Podem existir muitos motivos para se justificar esse cenário, mas nada tira da minha cabeça que essa movimentação toda executada para retirar Dilma e o PT do poder não faria o menor sentido caso exista a possibilidade de Lula se eleger novamente. 

Todos aqueles "movimentos contra corrupção" que manobraram uma parte considerável da população, somado aos interesses estrangeiros e patronais para privatizar estatais estratégicas, mexer no pré-sal, cortar direitos trabalhistas e mais uma série de retrocessos que privilegiam aqueles que de fato são os donos do Brasil, não seriam estúpidos ao ponto de 4 anos depois entregar às urnas de mãos beijada para o candidato que vai contra tudo que eles conquistaram com essa manobra sórdida.

Ora bolas, a estratégia é bem simples, você vai inflando e deixando os eleitores que perceberam que foram prejudicados, somados aos já habituais seguidores de Lula, principalmente nas áreas onde o ex presidente desenvolveu uma melhora considerável, acreditando que terão de volta o homem que deixou a presidência com 85% de aprovação, desarticulando qualquer outra possibilidade do campo progressista de disputar as eleições. Chegando bem perto do pleito, o judiciário que também atuou para a esculhambação da democracia, condena Lula em segunda instância retirando assim a possibilidade de concorrer e não existirá tempo hábil para se construir outro candidato nesse campo, entregando de mão beijada a disputa para a direita e a extrema direita elegerem um candidato e darem continuidade e todo esse processo que começou em 2014. 

Globo não mostrou que a Dinamarca regulou a mídia

Um dos segredos que a Globo não mostrou da felicidade da Dinamarca: a regulação da mídia

Por Paulo Nogueira no DCM

Na semana passada, o Globo Repórter retratou a Dinamarca, “o país da felicidade”.

O programa mostrou “as belezas e histórias de uma
terra onde as diferenças sociais são quase invisíveis”.

Fora tudo, a Globo não contou que um dos segredos do sucesso dos dinamarqueses é a regulação da mídia.

O Paulo Nogueira escreveu sobre o assunto em 2014:

A mídia britânica, nos últimos 60 anos, tem sido auto-regulada, como a brasileira. O escândalo do News of the World – que chocou a opinião pública depois que se soube que o tabloide de Murdoch invadira a caixa postal de uma garota de 13 anos sequestrada e morta – mostrou os limites da auto-regulação.

Para usar uma palavra, a auto-regulação fracassou miseravelmente na Inglaterra.

Os ingleses entraram em 2014 dando os toques finais num novo sistema de monitoramento da mídia. O ponto principal é que a auto-regulação será substituída por um modelo em que o órgão fiscalizador é independente das empresas jornalísticas. E também — vital — dos partidos políticos e do governo.

O Brasil, cedo ou tarde, e quanto mais cedo melhor, vai ter que enfrentar a mesma realidade: a falência da auto-regulação na mídia e, consequentemente, a necessidade de dar um passo adiante. O maior obstáculo reside nas grandes empresas de jornalismo, que por obtusidade ou má fé, ou uma mistura de ambas as coisas, rechaçam discussão preliminarmente sob o argumento, aspas, de que se trata de “censura” para a “imprensa livre”.

A não ser que consideremos a mídia acima da sociedade, o Brasil não poderá ficar acorrentado eternamente a uma auto-regulação que, como na Inglaterra, é nociva ao interesse público.

Não é certo que o interesse de milhões de brasileiros fique subordinado ao de quatro ou cinco famílias.

Há um modelo bom no qual se espelhar, e não estou falando da Lei de Meios da Argentina, que já nasce no seio de uma guerra entre o governo Kirchner e o Clarín. É melhor olhar para a Dinamarca do que para a Argentina. Os ingleses fizeram isso.

Sempre surge a Escandinávia, como o DCM tem afirmado exaustivamente, quando se trata de identificar ações de uma sociedade realmente avançada.

Os dinamarqueses encontraram uma forma de, preservada a liberdade de imprensa, controlar os excessos prejudiciais à sociedade como um todo.

O Brasil deveria estudar o caso aplicadamente.

Vigora, lá, uma “co-regulação”. Um comitê, presidido por um juiz da suprema corte, é formado por um grupo composto por 12 pessoas. Seis são designadas pela indústria da mídia, e seis pelo governo. (Nenhum destes seis últimos é funcionário do governo, mas pessoas que as autoridades entendem que dominam o assunto, contribuem para o debate e são independentes da indústria.)

O comitê tem um orçamento anual de cerca de 700 mil reais, bancados pelos jornais. Estes se comprometem a acatar as decisões.

Em 2012, foram encaminhadas ao conselho 157 queixas. Quarenta e duas foram consideradas legítimas. Os jornais que cometeram infrações publicaram, como sempre ocorre, o parecer do comitê na íntegra.

Retificações por erros cometidos, na Dinamarca, têm que ser visíveis. Devem estar na primeira página, com destaque. Recentemente, por exemplo, uma enfermeira foi erradamente citada como cúmplice num esquema de pedofilia. A correção veio na primeira página de quem cometeu o erro.

O conselho não estipula indenizações. Isso fica a cargo da justiça comum.

O Brasil, como a Inglaterra está fazendo, poderia olhar para o exemplo dinamarquês de “co-regulação” da mídia. Deveria. É muito mais avançado do que o que existe no Brasil – como, aliás, quase tudo que diga respeito ao modo de operação da sociedade escandinava.

O sistema dinamarquês não coíbe a livre imprensa — e sim a aperfeiçoa. E o Brasil precisa de uma mídia melhor do que a que temos, muito mais apegada a seus próprios interesses do que aos do país.